Início Apple PROJETO DE CEMITÉRIO PARTICULAR, TRAZ DESCONFIANÇA DOS MORADORES UNAIENSES.

PROJETO DE CEMITÉRIO PARTICULAR, TRAZ DESCONFIANÇA DOS MORADORES UNAIENSES.

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Nesse último domingo vinte e sete de agosto de 2017, moradores dos bairros Politécnica, Vale Verde, Cachoeira, Primaveras estiveram reunidos em um manifesto, contra a instalação do novo cemitério particular do empresário Agoncilio.

Comparecerão ao local para apoiar a manifestação os vereadores “Valdir Porto, Eugênio e Tião do Rodo” com o intuído de reforçar a indignação sobre a construção de mais um cemitério no bairro, sendo esse no vale verde II, como é reconhecido pelos moradores, segundo os moradores uma vez que se já tem dois cemitério na à proximidade, os moradores são contra a entalação deste empreendimento no local escolhido pelo proprietário, mais segundo eles não são contra o empreendimento do empreendedor. Os moradores ressaltam que o bairro vale Verde (residencial Antônio sena Souto) foi construído pelo empreendedor há seis anos e hoje o mesmo que implantou o projeto do bairro, agora vai desvalorizar para implantar outro empreendimento.

Nós do Portal iluminar procuramos o empresário nessa terça feira, vinte e oito de agosto, para nos esclarece sobre o investimento citado acima pelos moradores dos distintos bairros.

Ao perguntarmos ao empresário sobre o não comparecimento a manifestação ele nos disse “Valdir Porto que é um dos vereadores defensor e a senhora Luzia que tive a oportunidade de falar via telefone, pedi que ela me desse à oportunidade de estar lá naquele momento, para explicar o projeto. Eu me despus a estar lá e isso não foi permitido para minha pessoa”. Mas quando questionamos sobre a manifestação que era pública e que ele teria direito de estar presente ele nos disse: “Ah, mas você chegar sem ser convidado, eu intendo que, eu poderia estar cerceando um direito deles, mas você chega para invadir ali, uma vez que eu fiz o contato e disponibilizei e o retorno não ouve então eu entendo que a presença não era bem vinda”. Afirmou o empresário.

Quando perguntamos sobre o projeto para o senhor Agoncilio nos disse: “O projeto, como eu disse, o bairro lá, já ficou com ônus de ter um cemitério do modelo antigo, modelo arcaico, que ali você tem animais peçonhentos, cobras, escorpião, baratas, ratos, dengue, porque aquele formato tem, capsulas que ali, juntam água, podem proliferar enfim doença, e já nesse meu formato inovador e moderno, que nós estamos apresentando, isso não vai acontecer, é um cemitério “Parque”, cemitério jardim, isso é o que há hoje no mundo inteiro, nós estamos trabalhando nesse projeto há dois anos, eu viajei pelo país todo, até para outros países para poder saber e estar me informando a respeito, então é um formato que ele não traz nenhum problema de zoonoses para os moradores” exclama o empresário.

Quando perguntamos sobre a cremação dos corpos no referido cemitério, eles nos disse que não há essa possibilidade no projeto.

Ao procurarmos a prefeitura municipal de Unaí para se manifestar sobre o caso. A prefeitura se manifestou através de sua assessoria de comunicação, que toda a documentação estar tramitando nos setores competentes e que está sendo analisados.

Para a legislação brasileira, de forma geral, os cemitérios são considerados bens de interesse público e, por isso, mesmo os particulares precisam ser fiscalizados pelo Estado e apenas são construídos após uma permissão concedida pelo poder municipal de exploração do serviço. Já os cemitérios públicos são considerados, para a lei, como bens públicos de uso especial e, por isso, podem ser administrados, tanto pelo poder municipal quanto por um grupo terceirizado que responde às leis municipais.

Todo brasileiro possui o chamado “jus sepulchri”, que é o direito à sepultura. Ou seja, quando um ente falece, a família tem o direito de usar o terreno do cemitério e a possibilidade de transmitir esse jazigo de acordo com o que prevê a legislação de cada cidade.

Nos cemitérios públicos, quem detém a propriedade sobre os túmulos é o município e às famílias apenas são realizadas concessões para que elas usem o terreno a fim de sepultar seus familiares. Nos jazigos que não são perpétuos, após uma quantidade de anos — que pode variar dependendo da lei de cada cidade —, a família precisa exumar o corpo e enviar a ossada para um local específico dentro do próprio cemitério.

Texto e fotos: Robismar Pereira.

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