Prefeito no banco dos réus indiciado, Branquinho é denunciado e se torna réu em processo criminal. Foi publicado na última edição de nº 176 do jornal Visão Regional que está circulando no Noroeste de Minas.

O prefeito de Unaí, José Gomes Branquinho, após ser investigado e denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais, tornou-se réu num processo criminal que passou a tramitar na 3ª Câmara Criminal em Belo Horizonte. A denúncia foi recebida em sessão realizada no dia 04 de setembro último, data em que o prefeito de Unaí, José Gomes Branquinho, passou a responder processo por extorsão, utilização indevida de bens e serviços públicos e lavagem de dinheiro.

O fato ocorreu quando o prefeito Branquinho ainda era vice-prefeito de Unaí. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, José Gomes arregimentou outros funcionários da Prefeitura “para compor um núcleo arrecadador com os preclaros escopos de angariarem somas de vulto para o financiamento de atividades partidárias e particulares”, e ainda, um outro núcleo corruptivo para organizar as tarefas de utilização indevida de bens e de serviços públicos em proveito alheio. No primeiro caso, o MP sustenta que para conseguir tal intento, o então vice-prefeito Branquinho, bem como os outros réus, usavam de tom “DIRIGIDO E AMEAÇADOR” contra servidores públicos com o intuito de angariar os repasses pecuniários, ou seja, os mesmos obrigavam os detentores de cargos de confiança a contribuírem mensalmente para uma “CAIXINHA” da qual se utilizavam para pagamento de despesas de campanha e de outros atos políticos que vinham a beneficiar o grupo do hoje prefeito Branquinho

Provas Além do depoimento de diversas testemunhas que confirmaram ter contribuído mensalmente para a tal caixinha, há no processo, carnês que foram apreendidos constando a assinatura de um dos réus, utilizados pelo grupo como forma de controlar os repasses que variaram entre 150 e 1.500 reais. Em depoimento ao Ministério Público, uma testemunha afirmou que as doações eram obrigatórias e tinham valores proporcionais ao salário recebido na Prefeitura, e que em caso de recusa, a implicação seria a demissão sumária daquele detentor de cargo comissionado. Na denúncia, o Ministério Público sustentou também o crime de formação de quadrilha, que não foi acolhido pelos desembargadores que entenderam estar extinta a punibilidade em razão da prescrição.

RÉUS

 Além do prefeito de Unaí, José Gomes Branquinho, que tem foro privilegiado e por isso está sendo julgado em Belo Horizonte, outras 4 pessoas foram denunciadas e passam a responder processo na comarca de Unaí.

ATÉ OS DENTES

Em consulta realizada no site do Tribunal de Justiça, o Jornal Visão Regional constatou que em termos de defesa o prefeito Branquinho encontra-se, pelo dito popular, “ARMADO ATÉ OS DENTES”, uma vez que constam como seus defensores 6 advogados.

BICO CALADO

Através de sua assessoria o prefeito Branquinho disse que não vai comentar sobre o assunto.