Na última segunda feira dia 24 de setembro de 2018, ocorreu o desfecho do julgamento da acusação do suposto caso de agressão que o vereador Valdir Porto relatou sofrer por parte do colega vereador Ilton Campos nas dependências da casa. Após apresentar requerimento para que as acusações contra o colega fossem retiradas, o vereador Valdir Porto, teve o pedido negado pelo presidente da Câmara, Olímpio Antunes.

Não contente com o pedido negado, Valdir Porto, recorreu em plenário para que o pedido fosse analisado e deferido, porém ainda assim o Presidente da casa, não quis inserir o requerimento na pauta da reunião. Ele só veio a ceder e então colocar o assunto em pauta após grande pressão dos colegas vereadores.  Com o requerimento em pauta começaram as calorosas discussões sobre o futuro do processo contra o Doutor Ilton Campos, não foi fácil para ele, mas no fim com 10 votos á favor e uma abstenção e quatros votos contra o processo foi arquivado.

A vereadora Andréia Machado, em seu discurso disse que muitas vezes se sentiu prejudicada pelo doutor Ilton Campos, porém iria votar a favor da aceitação do requerimento, pois esse é o momento de todos os vereadores se unirem em prol da população unaiense.

Passado toda essa discussão a cerca do assunto pode-se observar algumas  influências externas sobre decisões que deveriam ser exclusivamente do poder legislativo. Durante todos os tramites que precederam esse desfecho, foi como se houvesse uma “VOZ” soprando no ouvido de alguns parlamentares, para que eles condenassem o vereador acusado, Ilton Campos.  Outro fato que chamou atenção, foi que o vice-presidente da casa, Paulo do SAAE, que durante todo o processo tentou resolver mais rapidamente possível, nessa reta final no entanto, ele votou contra a aceitação do requerimento na pauta da reunião e no momento de absolver ou não o vereador acusado, ele se absteve do voto.

O Vereador Ilton campos que agora já pode respirar mais aliviado, durante seu discurso pediu novamente desculpas ao seu colega Valdir Porto e reconheceu que isso tudo foi um grande erro.  Depois de todo esse processo, que se arrastou por vários meses fica a seguinte pergunta no ar: SERÁ QUE ALGUNS LEGISLADORES DE NOSSA CIDADE SÃO CAPAZES DE TOMAR DECISÕES RAZOÁVEIS SEM SOFRER PRESSÃO DE INFLUÊNCIAS EXTERNAS?

Fotos: Jose Ney.