A VERDADE SORE O CASO DO APARELHO DE RAIOS-X EM CABECEIRA GRANDE MG

Enquanto pacientes de cabeceira estão sendo transferido para a cidade de Unaí para fazer exames de raios-X provavelmente com algum osso quebrado esperam em cadeiras, em uma interminável fila para realizar o exame de Raios-X, um aparelho está amontoado em uma sala do posto de saúde da cidade. Segundo informações que funcionários que eram para manusear o aparelho, estão desviados de função realizando outros serviços em outras secretarias.

Alguns moradores da cidade entraram em contato com nossa reportagem para verificar a situação sobre o tal aparelho citado, os moradores também tem medo que o aparelho espalhe a radiação pelo fato de está jogado em uma sala desprotegida.

Segundo informações do especialista em radiologia Hugo Rosin, podemos ajudar a tirar todas as dúvidas dos cabeceirenses de uma vez por todas sobre o provável risco do aparelho de raios-X, Hugo afirmar que depois que o aparelho é desligado da tomada, ele deixa de emitir radiação. Contudo, isso não pode ser dito de equipamentos de radioterapia e medicina nuclear, pois essas máquinas contam com elementos radioativos em seu interior.

VERSÃO DA SECRETARIA DE SAÚDE DE CABECEIRA GRANDE MG.

Procuramos a secretaria de saúde do município Bernadete Alves, que nos atendeu prontamente e nos esclareceu a verdadeira situação do referido aparelho citado pelos moradores de cabeceira Grande confira: “O município recebeu o aparelho de Raios-x por volta de 2007. Foi uma doação do Estado de Minas e realizava exames de pequenas partes (mãos e pés) e de criança pequena (de tórax). O aparelho foi utilizado pouco tempo, devido à má qualidade dos exames, por isso foi desativado, no início de 2013 e também devido à fiscalização da Gerência Regional de Saúde, por meio do Núcleo da Vigilância Sanitária por falta de Projeto Arquitetônico aprovado pelo Estado. Pois a estrutura montada não atendia a legislação vigente. O sugerido foi construir novo prédio ou reformar o existente de acordo com as normas técnicas. Devido às dificuldades financeiras, não foi possível realizar esses ajustes, para que a população não ficasse sem realizar o procedimento, foi acordado com o Secretário de Saúde de Unaí, na época, em realizar os exames no Hospital Municipal e o município de Cabeceira Grande, em contra partida, cedeu um funcionário (técnico em Raios-X) para auxiliar no atendimento. Atualmente, temos uma pactuação com Unaí, que deverá realizar esse procedimento”.  Afirma a secretaria.

NORMAS PARA TER UMA SALA DE RAIO-X

As salas de raios X devem dispor de: paredes, piso, teto e portas com blindagem que proporcione proteção radiológica às áreas adjacentes, devendo-se observar ainda: a blindagem deve ser contínua e sem falhas; a blindagem das paredes deve ter no mínimo 2,10m, salvo em casos específicos; cabine de comando com dimensões e blindagem que proporcionem atenuação suficiente para garantir a proteção do operador, devendo-se observar ainda os seguintes requisitos: quando o comando estiver dentro da sala de raios X, é permitido que a cabine seja aberta ou que seja utilizado um biombo fixado permanentemente no piso e com altura mínima de 210 cm, desde que a área de comando não seja atingida diretamente pelo feixe espalhado pelo paciente; a cabine deve estar posicionada de modo que, durante as exposições, nenhum indivíduo possa entrar na sala sem ser notado pelo operador; sinalização visível na face exterior das portas de acesso, contendo o símbolo internacional da radiação inscrição: “RAIOS X, ENTRADA RESTRITA”; vestimentas de proteção individual para pacientes, equipe e acompanhantes. Deve haver suportes apropriados para sustentar os aventais plumbíferos de modo a preservar a sua integridade.