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O Suicídio, alinhado à depressão, também conhecida como “mal do século”, é responsável por tirar a vida de pessoas que poderiam ter tido uma vida esplêndida pela frente. Dessa forma o mês de setembro foi o escolhido para promover a conscientização coletiva a esse respeito.
Segundo dados mensurados pela OMS – Organização Mundial de Saúde, foi possível montar uma lista com os 10 países onde as taxas de suicídio são maiores. Mas antes deste triste ranking ser exposto, precisamos entender como se chega a esses valores.
Para gerar os resultados, a OMS mediu o número de mortes em milhares a cada 100.000 habitantes.
10º Lugar: Cazaquistão – segundo dados apresentados por lá, quem mais tira a própria vida são jovens entre 15 e 19 anos;
09º Lugar: Nepal – nos últimos anos, o local apresentou um grande aumento nas taxas de suicídio.
08º Lugar: Tanzânia – por lá, as taxas de suicídio também são maiores entre jovens e são causadas principalmente pelas condições precárias do país;
07º Lugar: Moçambique – pela região, quase 3 mil indivíduos se suicidam anualmente, devido as condições de extrema pobreza;
06º Lugar: Suriname – nosso vizinho possui elevadas taxas de suicido também devido às condições de extrema pobreza da população.
05º Lugar: Lituânia – além de ocupar o quinto lugar geral, a Lituânia é também o país com a taxa de suicídio mais elevada da Europa. Entretanto, nos últimos anos essa taxa vem diminuindo em bom ritmo.
04º Lugar: Sri Lanka – ninguém sabe explicar ao certo o motivo real de tantos suicídios por lá. O que se sabe é que desde 1948, quando o país alcançou sua independência, as taxas de suicídio elevaram-se. Envenenamento e enforcamento são os principais métodos;
03º Lugar: Coreia do Sul – o lar de marcas famosas como Samsung e LG ocupa o terceiro lugar no ranking. O envenenamento é o método mais comum e a pressão social; além disso, a cobrança por produtividade no âmbito escolar e no trabalho são as causas apontadas por trás dessas taxas;
02º Lugar: Coreia do Norte – Atualmente está em situação ainda mais alarmante que a Coreia do Sul, principalmente devido a politicas de exclusão, graves violações aos direitos humanos, dentre outras mazelas praticadas pelo governo ditatorial que por lá impera; cerca de 10.000 norte-coreanos se suicidam por ano.
01º Lugar: Guiana – Sim! Nosso vizinho ocupa o primeiro lugar do ranking, devido a situação de extremas pobreza associada a problemas as saúde pública, tornando o ato de tirar a própria vida, uma válvula de escape.

Antes de passar para as taxas de suicídio em nosso país, é importante ressaltar um dado alarmante constatado nas linhas acima. Na grande maioria dos países onde as taxas de suicídios são bem altas a pobreza extrema e as condições precárias de saúde, são fatores relevantes para o alto índice. Sendo assim, pode-se concluir que um país que leva a sério a qualidade de vida de sua população, pode atenuar a influência de tais fatores. Por isso, nós enquanto cidadãos devemos lutar por um país mais justo, onde a igualdade prevaleça para todos os que nele vivam.

Vamos então falar sobre o nosso querido Brasil, e há aqui em terras tupiniquins, temos um dado alarmante: enquanto as taxas de suicídios caem ao redor do mundo, aqui a taxa de suicídios aumentou entre jovens de 10 a 19 anos em 24% – de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo. Além disso, para os indivíduos do sexo masculino esse dado é ainda mais assustador já que segundo a UNIFESP, a taxa de suicídio entre esses indivíduos é três vezes maior.

Somado a isso, um estudo desenvolvido por sete pesquisadores da respectiva universidade, usou dados do SUS (Sistema Único de Saúde) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estáticas) e do Coeficiente GINI – coeficiente usado para medir a desigualdade no país – para chegar aos resultados de que Porto Alegre, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, são as cidades brasileiras onde ocorre a maior incidência de suicídios, e encabeçando a lista a cidade com maior taxa de é a capital mineira, Belo Horizonte.

Relata-se que meninos, indivíduos do sexo biológico masculino, tem mais dificuldade em lidar com a depressão. Para o professor de Psiquiatria Jair de Jesus Mari

“ELES TENDEM A SER MAIS IMPULSIVOS, APRESENTAM MAIS AGRESSIVIDADE, ESTÃO MAIS EXPOSTOS AO USO DE ÁLCOOL E DROGAS E BUSCAM MÉTODOS MAIS LETAIS”.

Mari ainda conclui dizendo que as meninas procuram ajuda mais cedo.

O certo é que existem vários fatores que podem contribuir para que um jovem tire sua vida, como o fácil acesso e consumo frequente de álcool e drogas; a perda da identidade individual gerada pela pressão social dos padrões de beleza; a superexposição em rede sociais e mídias no geral. Cabe ressaltar aqui também o estigma relacionado a depressão, no Brasil, pois quando falamos em psicólogos muitos ainda associam ele ao médico psiquiatra – especialista popularmente denominado “médico de doido”. Além disso, muitas pessoas referem que a depressão é “frescura” ou “falta do que fazer”.

Nesse sentido é evidente que conscientizar é necessário. Entretanto, é preciso que isso se dê não somente em Setembro, mas em todos os 365/366 dias do ano, ao se tratar da depressão, bem como o elevado índice de consumo de álcool e outras drogas que geram calamidade e problemas sociais gravíssimos de saúde pública. Ademais, indivíduos do sexo biológico masculino devem aprender a deixar de lado o medo de “ser menos homens/menos machos” e procurar ajuda quando precisarem.

 Fontes:

Texto: Robertyman Leury

OMS: https://www.who.int/eportuguese/publications/pt/

UNIFESP: https://www.unifesp.br/