MP DESARTICULA ESQUEMA DE DESPACHANTES E AGENTES PÚBLICOS REGIONAL DE TRÂNSITO (CIRETRAN) EM UNAÍ

Esquema entre despachantes e agentes públicos e particulares recebe visita do Ministério Público, estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Ação é realizada por meio do Gaeco com apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.

O Ministério Público realiza a Operação FAST PASS com o objetivo de desarticular um esquema criminoso na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) em Unaí. Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão nesta terça-feira (15).

A ação é realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Paracatu com apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil.

“O nome da operação faz alusão a um odioso esquema de favorecimento de alguns particulares, através do pagamento de propina para Policiais Civis, por intermédio de despachantes, para acelerar o procedimento de vistoria e transferência de veículos automotores”, diz a nota enviada pelo MP.

Em nota, a Polícia Civil informou “que todas as medidas criminais e administrativas pertinentes estão sendo adotadas e reforça que não admite desvios de conduta, assegurando total independência nos trabalhos correcionais”.

O ESQUEMA

Segundo os promotores de Justiça Guilherme de Castro Germano, Luiz Pablo Almeida de Souza e Nilo Virgílio dos Guimarães Alvim, foi apurado que diversos veículos tiveram sua vistoria aprovada, mesmo com irregularidades, e outros sequer eram submetidos a ela. Apenas era juntado pelo despachante ou particular os decalques do chassi e do motor. Tal conduta era feita mediante o pagamento de propina pelos particulares, por intermédio dos despachantes, aos policiais civis. “Evidentemente que não submeter veículos ao crivo de uma vistoria traz sério risco à segurança viária, uma vez que não são conferidos itens básicos de segurança”, destacam os promotores de Justiça.

Ainda de acordo com as investigações, foi verificado que alguns despachantes e particulares recebiam tratamento privilegiado, com a emissão de documentos agilizada, vistorias feitas até em outros estados, além da inserção de dados falsos no momento da emissão de documentos. Do mesmo modo, havia um privilégio em relação a determinados despachantes, que conseguiam vagas para vistoria, independentemente de agendamento, ou então eram avisados antes dos outros sobre a abertura de vagas para que os veículos pudessem ser vistoriados.

Fonte:G1/Ministério Público.

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