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ELEIÇÕES 2026: MINAS GERAIS TERÁ NOVA COMPOSIÇÃO NA CÂMARA E NA ASSEMBLEIA; NOROESTE AMPLIA REPRESENTAÇÃO

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ELEIÇÕES 2026: MINAS GERAIS TERÁ NOVA COMPOSIÇÃO NA CÂMARA E NA ASSEMBLEIA; NOROESTE AMPLIA REPRESENTAÇÃO

Mais mulheres na Assembleia, fortalecimento de grandes bancadas e a chegada de novos nomes marcam o cenário político mineiro para 2027

As Eleições 2026 redesenharam a representação política de Minas Gerais em Brasília e na Assembleia Legislativa. Com a totalização dos votos, os mineiros definiram os 53 deputados federais e os 77 deputados estaduais que assumirão os mandatos a partir de 2027.

O resultado mostra três movimentos que merecem atenção: o aumento da presença feminina na Assembleia Legislativa, a concentração de cadeiras em grandes partidos e a renovação de parte das bancadas.

No Noroeste Mineiro, o resultado também chama atenção, principalmente com a eleição de Igor Santos, de Paracatu, para deputado federal, a reeleição de Marli Ribeiro para deputada estadual e a eleição de Fernando Breno, de Coromandel, para a Assembleia Legislativa.

MAIS MULHERES NA ASSEMBLEIA

Um dos principais destaques das eleições estaduais foi o crescimento da representação feminina.

Para a legislatura 2027–2031, foram eleitas 20 mulheres para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, contra 15 eleitas em 2022. O número representa um novo recorde histórico de participação feminina no Parlamento mineiro. Atualmente, a bancada feminina conta com 17 deputadas.

Na prática, serão cinco mulheres a mais na Assembleia a partir de 2027.

Em um Parlamento formado por 77 cadeiras, as mulheres passarão a representar aproximadamente 26% da Assembleia.

O crescimento é positivo do ponto de vista da representatividade, especialmente porque amplia a presença feminina em um espaço onde as mulheres ainda são minoria.

Mas o resultado também levanta uma questão: o aumento numérico será acompanhado por maior participação efetiva das deputadas nas decisões, nas comissões e na definição das prioridades do Estado?

Essa será uma das questões que poderão ser observadas ao longo da próxima legislatura.

PL E PT ENTRE AS MAIORES FORÇAS

Outro ponto que merece análise é a distribuição das cadeiras entre os partidos.

Na Assembleia Legislativa, o PL aparece com 21 cadeiras, formando a maior bancada. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT/PCdoB/PV, aparece com 13 cadeiras, sendo 12 do PT e uma do PV.

A concentração de cadeiras em grandes bancadas pode produzir efeitos positivos e negativos.

Por um lado, partidos com bancadas maiores possuem maior capacidade de articulação, participação nas comissões e influência sobre a pauta legislativa. Isso pode facilitar a aprovação de projetos quando existe convergência entre os parlamentares e o governo.

Por outro lado, uma concentração muito grande também pode reduzir o espaço relativo das legendas menores e tornar o debate político mais dependente das maiores bancadas.

Na prática, o tamanho da bancada não determina sozinho se o resultado será positivo ou negativo. O que fará diferença será a capacidade de diálogo, negociação e atuação dos parlamentares.

Uma Assembleia com grandes bancadas pode ter mais capacidade de organização, mas também precisa preservar o pluralismo político e a representação dos diferentes setores da sociedade mineira.

 

RENOVAÇÃO TAMBÉM APARECE NO RESULTADO

Dos 77 deputados estaduais eleitos, 53 buscaram a reeleição e 24 são novos parlamentares.

Na Câmara dos Deputados, entre os 53 eleitos por Minas Gerais, 37 foram reeleitos, 14 assumirão o primeiro mandato e dois retornarão à Câmara.

O cenário mostra que, apesar da manutenção de boa parte dos parlamentares, existe uma renovação significativa.

Isso significa que a próxima legislatura terá uma combinação entre experiência e novos nomes.

 

NOROESTE GANHA DESTAQUE COM IGOR SANTOS

Entre os resultados que mais chamam atenção para o Noroeste Mineiro está a eleição de Igor Santos (PL) para deputado federal.

Natural de Paracatu e ex-prefeito do município, Igor Santos recebeu 70.572 votos e conquistou uma das 53 cadeiras destinadas a Minas Gerais na Câmara dos Deputados.

A eleição representa uma conquista importante para Paracatu e para a região, que passa a contar com um representante diretamente na Câmara dos Deputados.

A partir de 2027, a expectativa será saber como o novo deputado utilizará o mandato para defender pautas relacionadas a Paracatu e aos municípios do Noroeste, principalmente em áreas como infraestrutura, saúde, educação, desenvolvimento regional e recursos federais.

 

MARLI RIBEIRO É REELEITA PARA A ASSEMBLEIA

Na representação estadual, Marli Ribeiro (PL) foi reeleita deputada estadual.

Com trajetória política ligada a Paracatu, onde exerceu três mandatos como vereadora antes de chegar à Assembleia, Marli inicia agora um novo ciclo de quatro anos no Legislativo mineiro.

A reeleição mantém uma representante com forte ligação com o Noroeste na Assembleia Legislativa.

Com Igor Santos em Brasília e Marli Ribeiro em Belo Horizonte, a região passa a ter a possibilidade de trabalhar uma articulação política em duas frentes: Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

O desafio, porém, será transformar representação eleitoral em resultados concretos para os municípios.

 

COROMANDEL TAMBÉM CHEGA À ASSEMBLEIA

Outro destaque regional é Fernando Breno (PRD), ex-prefeito de Coromandel, eleito deputado estadual com 36.646 votos.

Advogado e com trajetória política iniciada como vereador, Fernando Breno foi prefeito de Coromandel por dois mandatos antes de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Sua eleição amplia a presença do Alto Paranaíba e do entorno do Noroeste no Parlamento mineiro.

Para a região, a chegada de novos representantes pode significar mais alternativas de interlocução com o Governo de Minas e com a própria Assembleia.

 

E O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O NOROESTE?

O resultado de 2026 coloca a região diante de uma nova oportunidade.

Igor Santos na Câmara dos Deputados, Marli Ribeiro e Fernando Breno na Assembleia Legislativa passam a integrar uma nova composição política que poderá influenciar a busca por recursos, investimentos e políticas públicas para suas respectivas regiões.

Mas existe uma diferença importante entre ter representantes eleitos e ter representantes atuantes.

A quantidade de parlamentares não garante, por si só, mais desenvolvimento. O resultado dependerá da capacidade de articulação, apresentação de projetos, obtenção de recursos, fiscalização e, principalmente, diálogo entre os diferentes municípios e forças políticas.

UM NOVO CENÁRIO POLÍTICO

As urnas de 2026 não apenas escolheram nomes. Elas também produziram uma nova correlação de forças.

O aumento da presença feminina, a força das maiores bancadas e a chegada de novos parlamentares mostram que Minas Gerais começa 2027 com um Legislativo diferente.

Para o eleitor, agora começa uma nova etapa: acompanhar o mandato e cobrar resultados.

A eleição termina com a apuração dos votos. A avaliação dos parlamentares, porém, começa no primeiro dia de mandato.

Por: Robismar Pereira  | 5 de outubro de 2026 | Noroeste de Minas

 

Veja a lista dos deputados federais eleitos por Minas Gerais

  1. Nikolas Ferreira (PL) – 27,41% dos votos válidos (3.119.314 votos) – REELEITO
  2. Ana Elisa (PT) – 4,61% dos votos válidos (524.219 votos) – ELEITO
  3. Duda Salabert (PSOL) – 2,02% dos votos válidos (229.535 votos) – REELEITO
  4. Reginaldo Lopes (PT) – 1,89% dos votos válidos (215.189 votos) – REELEITO
  5. Rogério Correia (PT) – 1,63% dos votos válidos (185.911 votos) – REELEITO
  6. Pinheirinho (PP) – 1,34% dos votos válidos (151.981 votos) – REELEITO
  7. Zé Vitor (PL) – 1,27% dos votos válidos (145.006 votos) – REELEITO
  8. Ana Pimentel (PT) – 1,27% dos votos válidos (144.496 votos) – REELEITO
  9. Gleide Andrade (PT) – 1,14% dos votos válidos (130.253 votos) – ELEITO
  10. Weliton Prado (PSD) – 1,14% dos votos válidos (129.366 votos) – REELEITO
  11. Paulo Guedes (PT) – 1,12% dos votos válidos (126.891 votos) – REELEITO
  12. Gleidson Azevedo (Republicanos) – 1,11% dos votos válidos (126.248 votos) – ELEITO
  13. Pedro Rousseff (PT) – 1,04% dos votos válidos (118.567 votos) – ELEITO
  14. Bruno Farias (Republicanos) – 1,00% dos votos válidos (113.379 votos) – REELEITO
  15. Miguel Ângelo (PT) – 0,97% dos votos válidos (110.124 votos) – REELEITO
  16. Diego Andrade (PSD) – 0,96% dos votos válidos (109.445 votos) – REELEITO
  17. Dandara (PT) – 0,95% dos votos válidos (108.193 votos) – REELEITO
  18. Lohanna (PV) – 0,95% dos votos válidos (108.182 votos) – ELEITO
  19. Rodrigo de Castro (União) – 0,93% dos votos válidos (105.370 votos) – REELEITO
  20. Delegado Marcelo Freitas (União) – 0,91% dos votos válidos (103.895 votos) – REELEITO
  21. Fred Costa (PRD) – 0,88% dos votos válidos (100.082 votos) – REELEITO
  22. Bella Gonçalves (PT) – 0,87% dos votos válidos (98.750 votos) – ELEITO
  23. Gilberto Abramo (Republicanos) – 0,84% dos votos válidos (96.046 votos) – REELEITO
  24. Emidinho Madeira (PL) – 0,83% dos votos válidos (94.812 votos) – REELEITO
  25. Newton Cardoso Jr (MDB) – 0,82% dos votos válidos (93.759 votos) – REELEITO
  26. Dimas Fabiano (PP) – 0,80% dos votos válidos (90.825 votos) – REELEITO
  27. Padre João (PT) – 0,76% dos votos válidos (86.923 votos) – REELEITO
  28. Luis Tibé (Avante) – 0,76% dos votos válidos (86.739 votos) – REELEITO
  29. Rafael Simões (União) – 0,76% dos votos válidos (86.130 votos) – REELEITO
  30. Samuel Viana (União) – 0,75% dos votos válidos (84.879 votos) – REELEITO
  31. Eros Biondini (PL) – 0,72% dos votos válidos (81.650 votos) – REELEITO
  32. Vinicius Diniz (PL) – 0,71% dos votos válidos (80.567 votos) – ELEITO
  33. Leonardo Monteiro (PT) – 0,69% dos votos válidos (78.841 votos) – REELEITO
  34. André Janones (Rede) – 0,69% dos votos válidos (78.777 votos) – REELEITO
  35. Nely Aquino (Podemos) – 0,62% dos votos válidos (70.921 votos) – REELEITO
  36. Igor Santos (PL) – 0,62% dos votos válidos (70.572 votos) – ELEITO
  37. Paulo Abi-Ackel (PSDB) – 0,60% dos votos válidos (68.795 votos) – REELEITO
  38. Dr. Marcos Vinicius (PL) – 0,59% dos votos válidos (67.371 votos) – ELEITO
  39. Greyce Elias (PL) – 0,58% dos votos válidos (66.395 votos) – REELEITO
  40. Lafayette Andrada (PL) – 0,54% dos votos válidos (61.773 votos) – REELEITO
  41. Dr. Frederico (PL) – 0,53% dos votos válidos (60.625 votos) – REELEITO
  42. Caporezzo (PL) – 0,51% dos votos válidos (57.878 votos) – ELEITO
  43. Rosangela Reis (PL) – 0,50% dos votos válidos (57.063 votos) – REELEITO
  44. Marcelo Álvaro Antônio (PL) – 0,50% dos votos válidos (56.958 votos) – REELEITO
  45. Duarte Júnior (PSB) – 0,41% dos votos válidos (46.479 votos) – ELEITO
  46. Fabinho Ramalho (PL) – 0,39% dos votos válidos (43.908 votos) – RETORNA
  47. Thiago Ganem (PL) – 0,38% dos votos válidos (42.718 votos) – ELEITO
  48. Delegada Ione (PL) – 0,35% dos votos válidos (39.275 votos) – REELEITO
  49. Rodrigo Tavares (PL) – 0,33% dos votos válidos (37.534 votos) – ELEITO
  50. Lincoln Portela (PL) – 0,33% dos votos válidos (37.162 votos) – REELEITO
  51. Subtenente Gonzaga (PL) – 0,32% dos votos válidos (35.958 votos) – RETORNA
  52. Junio Amaral (PL) – 0,30% dos votos válidos (33.762 votos) – REELEITO
  53. Sargento Mello-Casal (PL) – 0,22% dos votos válidos (25.090 votos) – ELEITO

 

VEJA A LISTA DOS DEPUTADOS ESTADUAIS  ELEITOS POR MINAS GERAIS (PARA 21ª LEGISLATURA 2027-2031)

 

  • Bruno Engler (PL)
  • Beatriz Cerqueira (PT)
  • Pablo Almeida (PL)
  • Eduardo Azevedo (PL)
  • Lud Falcão (Republicanos)
  • Macaé Evaristo (PT)
  • Antonio Carlos Arantes (PL)
  • Neilando Pimenta (Republicanos)
  • Elismar Prado (PSD)
  • Chiara Biondini (PL)
  • Enes Candido (PSD)
  • Iza Lourença (PSOL)
  • Sargento Rodrigues (PL)
  • João Magalhães (PSD)
  • Doorgal Andrada (PP)
  • Duarte Bechir (PSD)
  • Grego da Fundação (União)
  • Gustavo Valadares (PSD)
  • Adriano Alvarenga (PP)
  • Lucas Lasmar (Rede)
  • Maria Clara (PSDB)
  • Noraldino Junior (PSB)
  • Leninha (PT)
  • Adriana Souza (PT)
  • Rodrigo Lopes (União)
  • Gil Pereira (PSD)
  • Delegado Christiano Xavier (PSD)
  • Betinho Pinto Coelho (União)
  • Dra Laís Santiago (PDT)
  • Mauro Tramonte (Republicanos)
  • Vittorio Medioli (PL)
  • Nayara Rocha (PP)
  • Ulysses Gomes (PT)
  • Carlos Henrique (Republicanos)
  • Ana Paula Siqueira (PT)
  • Carol Caram (Avante)
  • Raul Belem (PSD)
  • Cristiano Silveira (PT)
  • Tito Torres (PSD)
  • Delegada Sheila (PL)
  • João do Social (Avante)
  • Ricardo Campos (PT)
  • Ugleno Alves (PL)
  • Zé Guilherme (PP)
  • Dr. Maurício (Novo)
  • Roberta Lopes (PL)
  • Marcelo Heitor (PL)
  • Alê Portela (PL)
  • Zé Laviola (Novo)
  • Vitório (PP)
  • Marquinho Lemos (PT)
  • Betão (PT)
  • Andréia de Jesus (PT)
  • Gustavo Santana (PL)
  • Anderson Lima (PL)
  • Daniel Sucupira (PT)
  • Leleco Pimentel (PT)
  • Roberto Andrade (PRD)
  • Tony Carlos (PSDB)
  • Dr. Jean Freire (PT)
  • Denerval Germano (PL)
  • Marli Ribeiro (PL)
  • Luizinho (PT)
  • Mário Henrique Caixa (PV)
  • Coronel Henrique (PL)
  • Fabão (PV)
  • Rodrigo Cadeirante (Pode)
  • Heleno do Hospital (PSDB)
  • Amanda Teixeira Dias (PL)
  • Luiz Paulo (PSB)
  • Samuel Caires (PL)
  • Marilia Amaral (PL)
  • Juca Bahia (PRD)
  • Pedro Luiz (PL)
  • Flávia Borja (Pode)
  • Fernando Breno (PRD)
  • Cabo Gregorio Silva (Democrata)